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Eu sou alguém quando fumo

Arte

publicado: 25/06/2019 08h47 última modificação: 25/06/2019 08h47

Eu sou alguém quando fumo[1]

 

Viver sem o altar de nuvens que faço para inibir minha vontade de viver, sem amarras que tenho sobre o que é viver!? É absolutamente um gozar de sofrimentos de vários pensamentos... Não! Não quero e nem gosto de ficar nesses pensamentos.

            Porque já estou acabado e desfrutado pela morte a anos, acho que desde de meu nascimento... Não, não, não gosto de ficar “achando”. Gosto de algo concreto. Concreto entende? De opinião própria.

            Eu tenho opinião própria! Sim, eu possuo meu pensamento concreto das coisas, recheado de opiniões peculiares que afrontam vidas imundas.

            Eu ofendo vidas imundas?! Sim, eu quero acabar com seus filhos do tempo que geram. Eles geram, e, com o ato de procriar estende mais vidas imundas.

            Não sou quem poderia ser. Sou apenas uma alma que enaltece no lado da luz que brilha. Sim, no brilho de um olhar que procura por um minuto que seja, uma misericórdia divina. Eu que no ato de ser alguém -mesmo sendo um qualquer- faço minhas orações para ser alguém importante para o mundo. Não! Não, falo deste mundo que vocês vivem. Falo do meu mundo que busco nas profundezas de meu coração.

Coração que leva uma alma desprovida da própria vida. Mas, o que são essas vidas sem sentidos certos? O que é sentido certo de uma alma? Viver no lado oposto de tudo e de todos.

Eu, sim! Eu no absoluto sentido de ser alguém, perco-me nas minhas fraquezas que não são poucas. Eu que no cigarro, encontro o sentido de ser alguém importante para o mundo no qual vivo.

Aquela fumaça do cigarro entrando em meu ser, deixa-me em transe com meu próprio ser. Alguém com uma vida de conquistas e derrotas. Aquele cigarro percorrendo meu corpo imperfeito, mas perfeito para um Deus que venero. Sim, sim... Eu que no certo ou no errado, sou apenas um mundo que ninguém conhece por completo.

Eu... Eu.... Eu...

Eu sou alguém quando fumo...

Eu serei alguém quando a vida e a morte entrarem no meu sentido de ser. De apenas ser um ser que ninguém dá um centavo de suas palavras crédulas ou incrédulas.

Sou eu mesmo no meu mundo pequeno aos seus olhos...

Eu serei grato se você deixasse um cigarro para mim...

 



[1] Gabriel Vergopolan. Acadêmico do 3º ano do curso de Letras/Espanhol, campus de União da Vitória.