Geral
Fórum internacional no Paraná vai debater fortalecimento da segurança com base em pesquisa
Geral, Pesquisa
O Paraná vai sediar o III Fórum Internacional de Ciências Policiais (Ficp 2026), que reunirá especialistas de diferentes países para debater o fortalecimento da segurança pública com base em pesquisa e conhecimento aplicado. O encontro acontecerá nos dias 23 e 24 de julho na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Curitiba, com inscrições gratuitas. Depois de edições no Rio de Janeiro (RJ) e em Salvador (BA), o evento chega ao Paraná para reforçar a posição do Estado como protagonista no debate sobre a segurança no Brasil.
O evento é destinado a policiais militares, civis e penais, além de peritos forenses, bombeiros militares, gestores públicos, pesquisadores e estudantes. Com o tema "Ciências Forenses e Segurança Pública Baseada em Evidências", os participantes vão discutir a importância da prova técnica e da perícia científica nas investigações criminais e na tomada de decisão policial. A conferência de abertura será ministrada por um representante do Centro de Antropologia Forense da Universidade Estadual do Texas, nos Estados Unidos.
O Ficp é organizado anualmente pelo Instituto Arrecife e, neste ano, conta com a Unespar na promoção, com apoio do Governo do Estado, por meio das secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Segurança Pública (Sesp). Na programação estão previstos o Encontro Paranaense de Ciências Forenses e o 2º Seminário do Programa de Residência Técnica de Gestão em Segurança Pública, eventos que vão movimentar a agenda com debates e apresentação de estudos voltados à área.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, disse que o apoio a esse fórum reforça o compromisso do governo em qualificar a segurança pública com base em evidências e pesquisas aplicadas. “Mais do que debater tendências, estamos estabelecendo uma interlocução entre os profissionais da segurança e o setor acadêmico-científico para que o conhecimento se traduza em ações concretas e efetivas para a sociedade paranaense", afirmou.
Para o secretário estadual da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, o combate ao crime exige cada vez mais o uso de tecnologia e inteligência. “Trabalhar com o que há de mais moderno na ciência auxilia as forças de segurança desde a prevenção até o processo de investigação. A ciência forense tem evoluído muito e a troca de experiências e disseminação do conhecimento nessa área são fundamentais”, disse.
PROGRAMAÇÃO – O Ficp 2026 terá nove mesas de debate, sete painéis temáticos, oficinas com atividades práticas, seminário de pesquisa e workshop sobre inovações em segurança pública e ciências forenses. Entre os destaques estão os debates com pesquisadores dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napi) de Segurança Pública e Ciências Forenses da Fundação Araucária. Também estão previstas discussões sobre prova técnica, prevenção à violência, crimes digitais e enfrentamento à violência contra a mulher.
Da cibersegurança ao sistema prisional, passando pelo crime organizado e a formação policial, o Encontro Paranaense de Ciências Forenses vai reunir especialistas para discutir o papel da ciência na investigação criminal e na formulação de políticas públicas. O evento ainda abordará lavagem de dinheiro, defesa civil, estatística criminal e estudos aplicados à atividade policial, consolidando o encontro como um espaço de diálogo entre a produção acadêmica e a prática nas forças de segurança.
PRODUÇÃO CIENTÍFICA – O 2º Seminário do Programa de Residência Técnica de Gestão em Segurança Pública vai reunir 288 trabalhos em exposição de banners, sendo 274 de residentes técnicos e 14 de servidores públicos estaduais, todos concluindo o curso de especialização. Os trabalhos são resultado de estudos desenvolvidos a partir de atividades práticas em instituições das forças de segurança do Paraná, contribuindo para o aperfeiçoamento de políticas e operações de segurança no Estado.
Os estudos científicos abordam propostas de melhoria no sistema de monitoração eletrônica como alternativa ao cárcere, uso de inteligência artificial na análise de vestígios forenses e avaliação de políticas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. Também há projetos que tratam da ressocialização de egressos do sistema prisional por meio da educação e do trabalho, da saúde mental de profissionais da área, da modernização da gestão pública com uso de tecnologias, além de perícia criminal, balística, toxicologia forense e genética molecular.
Serviço:
III Fórum Internacional de Ciências Policiais (Ficp 2026)
Data: 23 e 24 de julho – Inscrições gratuitas AQUI
Local: Unespar – Câmpus Curitiba 1 – Auditório Mário Schoemberger - Rua Barão do Rio Branco, n.º 370 – Centro - Curitiba
Fonte: Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior




